Caetano Veloso (1942)
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Música
Caetano Emanuel Vianna Telles Velloso, nascido no dia 7 de agosto de
1942 em Santo Amaro, Bahia. Desde os 4 anos já revelava gosto pela música,
cinema e artes plásticas. Em 1952 faz sua primeira gravação única cantando
"Feitiço da Vila" (de Vadico e Noel Rosa) e "Mãezinha
querida" (de Getúlio Macedo e Lourival Faissal), hit de Carlos
Galhardo.
Em 1956, Caetano passa uma temporada no Rio de Janeiro, onde frequenta
o auditório da Rádio Nacional, palco de apresentações dos maiores ídolos
musicais brasileiros de então. Em 1960, muda-se com a família para
Salvador. Nessa época, intensifica-se o seu interesse por música - graças
à Bossa Nova, particularmente ao cantor e violonista baiano João Gilberto;
por cinema - graças ao Cinema Novo, particularmente ao diretor Glauber
Rocha, também baiano; e por teatro. Na universidade local, uma programação
de eventos instaura um ambiente modernizador e vanguardista. Enquanto
absorve essa atmosfera, Caetano escreve críticas de cinema para o "Diário
de Notícias", cuja seção cultural é dirigida por ninguém menos que Glauber
Rocha. Ele aprende violão, e canta com a irmã Maria Bethânia em bares de
Salvador. Na TV, aprecia quando, às vezes, aparecia um cantor novo,
chamado Gilberto Gil. É numa dessas aparições que sua mãe, dona Canô, o
chama, dizendo: "Caetano, vem ver o preto que você gosta".
Em 1963, Caetano ingressa na Faculdade de Filosofia da Universidade
Federal da Bahia. Finalmente conhece Gilberto Gil, a quem é apresentado
pelo produtor Roberto Santana, e inicia amizade também com Gal Costa
(ainda Maria da Graça, à época) e Tom Zé. O primeiro trabalho musical: a
trilha sonora da peça "O boca de ouro", de Nelson Rodrigues, em
montagem do diretor baiano Álvaro Guimarães, que o convida também para
compor a de "A exceção e a regra", de Bertolt Brecht. São
trabalhos importantes para que ele se decida a ser cantor-compositor.
Em 1964, um marco histórico: o show "Nós, por exemplo", com
Caetano, Gil, Bethânia, Gal e Tom Zé, entre outros, integra os eventos de
inauguração do Teatro Vila Velha, onde será reapresentado em setembro.
Misturando canções e textos, "Nós, por exemplo" acabará influenciando a
concepção de espetáculos de estrutura semelhante que virão a ser feitos no
Rio de Janeiro e em São Paulo pouco depois.
O ano de 1965 foi um marco de particular importância para Caetano: em
Salvador, conhece João Gilberto - para ele, um dos artistas mais
importantes do Brasil e uma das principais referências de sua trajetória
artística. Nesta época, a Bahia de então fica pequena para a grandeza da
cabeça e do coração do artista. Já ressentido do provincianismo local, ele
abandona a faculdade e acompanha sua irmã Bethânia, chamada ao Rio para
substituir a cantora Nara Leão no show "Opinião". Gil, Gal e Tom
Zé também se transferem para o sul do Brasil. Em maio, Caetano grava seu
primeiro compacto simples (single), com "Cavaleiro" e "Samba
em paz", ambas de sua autoria, pela RCA.
Premiado em dois festivais paulistas de música, gravou o primeiro
disco, Domingo (1967). No mesmo ano, Caetano e Gil foram presença marcante
no terceiro festival da TV Record, como líderes do movimento tropicalista,
que unia ritmos regionais a guitarras elétricas. No ano seguinte, o grupo
lançou o disco Tropicália ou Panis et circensis. Preso pela ditadura
militar, em 1969 Caetano exilou-se em Londres, com Gil, onde permaneceu
até 1972. Seu primeiro disco depois da volta ao Brasil foi Araçá azul
(1973), obra polêmica e experimental que acabou recolhida por absoluto
fracasso comercial. Outra obra polêmica foi sua incursão no cinema, com o
filme Cinema falado (1986). Em 1992, ano em que Caetano Veloso completou
cinqüenta anos, o álbum Circuladô recebeu os Prêmios Sharp de melhor
canção, intérprete e projeto visual.
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Caetano
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